quinta-feira, 31 de julho de 2008

Mudança de estação

Cícero foi muito feliz na criação do pensamento:

"Sonhos são como os deuses: Se não se acredita neles, eles deixam de existir".

A descrença é uma arma letal capaz de proporcionar inúmeras mudanças, positivas ou negativas, é apenas uma questão de ponto de vista.

Antigos deuses caem para criação de novas crenças. Sobreposição de culturas, assim foi construída a história da humanidade.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Seguindo o conselho...

Nem sei...

Depois de um longo papo sobre a vida um "estranho" me disse: "Tudo é simples... você é que complica as coisas, relaxa."
Definitivamente, vou ter que deixar de compreender as situações e principalmente as pessoas, se eu continuar tentando entender tudo e todos, vou acabar não sabendo quem sou.
Confuso o texto, sim!
Exatamente como estou...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Bafômetro?!

Lendo reportagens sobre a nova lei “zero álcool” tenho que demonstrar minha indignação. Não quero discutir o fim social da legislação, apenas o impropério jurídico facultado pelo legislativo.

Concordo que a limitar a utilização do álcool nas estradas é necessário, porém, os limites já existiam e eram razoáveis. A legislação de transito pátria permitia uso mínimo de álcool, que era inofensivo para condutores e pedestres. O ponto controverso reside na forma de constatar alcoolemia.

O bafômetro é eficaz para constatar a embriaguez? O Cidadão é obrigado a passar por esse constrangimento? A resposta para as duas perguntas é negativa. De fato o bafômetro consegue medir o nível alcoólico, mas é um aparelho delicado que deve ser vistoriado periodicamente sob pena de perder a sua funcionalidade, a competência para a avaliação dos aparelhos é do INMETRO. Vários bafômetros já foram tirados de circulação e a informação das autoridades policias neste sentido foram que os aparelhos não estavam sendo utilizados pelos policiais. Assim, torna-se contestável a utilização deste aparelho para verificação do nível alcoólico. Existem meios mais eficazes para verificar alcoolemia, admito que mais invasivos, porém eficazes .

Contestada a funcionalidade do bafômetro, é importante discorrer sobre a obrigatoriedade de utilizar o aparelho. A alegação de que diversos países já possuem essa lei e utilizam o mesmo meio para verificar alcoolemia não pode prosperar. Admitir a tese é rasgar a Constituição Brasileira. É fato inconteste assegurado pela Constituição que: NINGUÉM É OBRIGADO A PRODUZIR PROVA CONTRA SI. Em outros países a lei zero álcool pode ter respaldo na Carta Magna local, em se tratando do Brasil isso é um grande absurdo jurídico.

O uso obrigatório do bafômetro não encontra esteio ao compararmos a hierarquia das normas. O legislativo ao redigir leis deveria ter o mínimo de bom senso e consultar especialistas na área jurídica, com conhecimento na área constitucional se atendo entre outras matérias aos pactos internacionais firmados pelo Brasil.

A recusa em usar tal aparelho pode caracterizar crime de desacato à autoridade, entendo de forma diferente, caracterizo como abuso de autoridade. Uma simples lei não pode ser maior do que a Carta Magna Brasileira.

Já é tempo do legislativo aprender a palavra INCONSTITUCIONALIDADE, sugiro aos seus membros antes de legislarem a leitura da Carta Magna, e principalmente COMPREENSÃO do texto legal. A sugestão deveria ser obrigatória tal como o uso do bafômetro, com uma imensa diferença, muito mais eficaz.

Iniciando a campanha: DIGA NÃO AO BAFÔMETRO – CONSULTE SEU ADVOGADO!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

"A vida de nós quatro" O filme...

“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.” (Oscar Wilde)

domingo, 13 de julho de 2008

A serpente que morde o próprio rabo.

Mais uma página virada no livro da vida. Momento inadequado; ideais conflitantes.

Como dizem os antigos: "Tudo que começa errado, termina errado."

Poderia ter sido? Talvez... No momento da conversa, não usei o dom da argumentação. Simplesmente pensei: "Lutar pra que? Por quem? São questionamentos demais..."

Porém, a serpente que morde o próprio rabo mostra que tudo sempre volta ao mesmo ponto. Essa curta relação trouxe grandes mudanças, voltei a ter fé.

Por algum tempo me perdi, desacreditei das crenças antigas que tanto cultuei. Quanto mais eu andava pelos caminhos da vida mais eu me distanciava das minhas origens. Foi preciso que alguém me recordasse o que é sentir o "frio na barriga" da paixão para que eu encontrasse o caminho de casa. Consegui lembrar do gosto da água em uma quartinha...

Uma relação relâmpago? Sim! Mas com benéficos efeitos...

A sábia Serpente só dá o bote na hora certa.

Revendo conceitos

Durante a insônia, discutindo com a minha consciência a complexidade de uma "ressaca moral", lembrei de uma conversa com um amigo.

Ele disse: "Olha o esse link pra vc me conhecer mais um pouco..."

Li uma série de postagens, e depois teci o seguinte comentário: "Complexo, porém dentro da normalidade."

Achei um pouco estranho a exposição pública de verdades interiores, frustrações e momentos felizes. Pra que desabafar publicamente? Ocorre que, durante essa madrugada encontrei a resposta.

No auge da "ressaca moral", por uma sexta-feira aproveitada sem moderação, resolvi ler textos antigos feitos por mim. Encontrei um que me fez lembrar de quem eu fui, e isso me fez refletir sobre o que eu não quero ser.

Entendo que a experiência faz com que o ser humano tenha a certeza do que não quer, porém, o que querer no futuro... é subjetivo.

Agora, ao invés de deixar minha cabeça implodir com mil pensamentos, vou desabafar publicamente, expondo pedaços da minha vida. É possível que eu me entenda um pouco mais...


TEXTO FEITO EM JULHO DE 2007.
(...)

04.09.2008 - Texto retirado!

Retirei o texto feito em julho de 2007, as palavras duras utilizadas não retratavam apenas a minha vida.
Na época elas faziam muito sentido, eu acreditava estar coberto de razão. Hoje, 1 ano e dois meses depois, revendo conceitos, o texto perdeu a razão de ser.

Sendo sincero, fui feliz sim! ;-)

"No hard feelings"