quarta-feira, 11 de março de 2009

Carta à Sombra

Existes pra que?

Pensas? Desejas? Sonhas? Amas?

Constróis legado?

 

Que serventia tens nesta ampulheta viva que é a vida?

 

És realmente viva vampira de minh'alma?

Tens sangue nas veias?

 

Quem és afinal?

Por que  me escolhestes? Parasita infernal!

 

Alimenta-se dos meus prantos.

Veste-se com minhas roupas e sapatos.

Queres minha casa, família, carreira e amigos.

Vociferas minhas idéias como se suas fossem.

Amas meus amores.

Aspiras até meus desejos!

 

Ah! Mariposa chupista de almas. Que triste fardo carregas!

Viverás apenas enquanto luz existir.

Buscas a luminescência  da minha vida como se inerente fosse a tua existência.

 

Triste fico por ti, que és uma infeliz dependente do que sou.

Regozijo-me por ter luz própria, sombra não sou!


Una Furtiva Lagrima - Donizetti


Una Furtiva Lagrima 
(Gaetano Donizetti - ária: L'elisir d'amore)


Una furtiva lagrima

Negli occhi suoi spuntò... quelle festose giovani invidiar sembrò...

Che più cercando io vo?

Che più cercando io vo?

M'ama

Si m’ama lo vedo.

Lo vedo.

 

Un solo istante i palpiti

Del suo bel cor sentir!

I miei sospir confondere

Per poco a’suoi sospir!

i palpiti, i palpiti sentir

Confondere i miei co' suoi sospir

 

Cielo, si può morir;

Di più non chiedo.

Non chiedo

 

O cielo

si può si può morir

Di più

non

chiedo

Non chiedo

si può morir

si può morir

D’amor.



quinta-feira, 5 de março de 2009

Um bom almoço...

Almoço no final da tarde... 
Supriu o corpo, os olhos e a mente. Maravilhosa digestão!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Evolução

Existem aqueles que por tudo brigam, eternos beligerantes. Nunca se rendem ante aos fatos impeditivos criados pela vida. A conquista é o que traz significado à sua existência.

Os intelectuais, por sua vez, buscam o autoconhecimento através de farta literatura. Seus atos são milimetricamente calculados com supedâneo na experiência de terceiros. O crescimento intelectual é a sua meta.

Infelizmente a evolução é cruel. Em determinados momentos da vida os beligerantes se frustram pela ausência da conquista, os intelectuais sucumbem ao não encontrarem uma resposta científica para a dor da experiência vivida.

Em situações críticas irremediáveis a força e o conhecimento exacerbado são inócuos. Ficam de pé somente aqueles que são adaptáveis ao fatos novos criado pelas circunstâncias vida.

Parafraseando Darwin:

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças” 

A vida sempre continua...