
Dias transcorreram sem percepção.
Madrugadas transformaram-se em manhãs
Manhãs em tardes
Tardes em noites.
Assuntos complexos, infames ou apenas o silêncio.
Palavras dúbias originavam textos desconexos.
Frases constantemente interrompidas pela razão
cediam lugar ao silêncio como orador da emoção.
Dom Quixote, o mediador das palavras mal aplicadas contava o tempo.
O único com noção temporal
advertia que o tempo nunca pára.
De seu púlpito alertava:
Desordens no tempo, espaço e na vida.
Ah! Dom Quixote...
De que adianta perder a noção do tempo se a realidade sempre terá hora marcada?
Madrugadas transformaram-se em manhãs
Manhãs em tardes
Tardes em noites.
Assuntos complexos, infames ou apenas o silêncio.
Palavras dúbias originavam textos desconexos.
Frases constantemente interrompidas pela razão
cediam lugar ao silêncio como orador da emoção.
Dom Quixote, o mediador das palavras mal aplicadas contava o tempo.
O único com noção temporal
advertia que o tempo nunca pára.
De seu púlpito alertava:
"O amor não é senão o desejo; e assim, o desejo é o princípio original de que todas as nossas paixões decorrem, como os riachos da sua origem; por isso, sempre que o desejo de um objecto se acende nos nossos corações, pomo-nos a persegui-lo e a procurá-lo e somos levados a mil desordens”
Desordens no tempo, espaço e na vida.
Ah! Dom Quixote...
De que adianta perder a noção do tempo se a realidade sempre terá hora marcada?



