segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Dom Quixote


Dias transcorreram sem percepção.
Madrugadas transformaram-se em manhãs
Manhãs em tardes
Tardes em noites.
Assuntos complexos, infames ou apenas o silêncio.

Palavras dúbias originavam textos desconexos.
Frases constantemente interrompidas pela razão
cediam lugar ao silêncio como orador da emoção.

Dom Quixote, o mediador das palavras mal aplicadas contava o tempo.
O único com noção temporal
advertia que o tempo nunca pára.

De seu púlpito alertava:

"O amor não é senão o desejo; e assim, o desejo é o princípio original de que todas as nossas paixões decorrem, como os riachos da sua origem; por isso, sempre que o desejo de um objecto se acende nos nossos corações, pomo-nos a persegui-lo e a procurá-lo e somos levados a mil desordens”

Desordens no tempo, espaço e na vida.

Ah! Dom Quixote...
De que adianta perder a noção do tempo se a realidade sempre terá hora marcada?

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A Lista - Oswaldo Montenegro

"Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais..."

"...Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?..."

"...Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?..."

"Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?"


domingo, 21 de setembro de 2008

Mozart

Ouvindo o som do mundo...

A Mentira

Não tento posar de bom samaritano, tenho meus defeitos, vários por sinal. Porém me esforço ao máximo para não agregar mais um “pecado”, a mentira.

Independentemente de crenças religiosas, entendo a mentira como um verdadeiro pecado. Primeiramente o mentiroso fere a sua essência, ao ser gerada a mentira é necessário que ele se coloque numa posição de submissão perante outrem, ele não é capaz de assumir seus atos e tem plena consciência do evento realizado, vez que prefere mentir do que explicar as razões que o levaram a ação.

Pela a visão da sociedade o mentiroso degrada a sua imagem. Considero a mentira como desvio de caráter, para manter uma mentira, por vezes são necessários atos piores do que cometê-la. O mentiroso é capaz de tais atos, pois não tem personalidade e valores morais inibir tais ímpetos.

Por fim, entro na esfera do pecado de fato. Estudando a história das religiões, antes da criação do Dez Mandamentos, que frisa a mentira como pecado, a palavra do ser humano era considerada sagrada.

Em 1600 A.C. os povos axiais tinham a crença no poder da palavra, a fala era tida como um deva. Existia um Deus para fiscalizar o cumprimento das palavras ditas. Tal procedimento era necessário por entenderem que as preces e os cânticos não poderiam ser pronunciados por homens sem palavra, sob pena de não serem ouvidos pela energia invocada. Com base nessa cultura, posteriormente foram criados os mantras e até hoje se entoam cânticos e hinos em diversas religiões com a finalidade de alcançar uma energia superior, seja ela qual for.

Quer seja por implicações religiosas, sociais ou valores interiores, a mentira destrói a dignidade do ser humano.

É estranho essas palavras saírem de um advogado? Não, existe a omissão. Ninguém é obrigado a expor a sua vida por inteiro, omitir um fato não é um desvio de caráter é uma saída educada e inteligente para evitar atritos.

Crenças à parte, gosto da sensação de dormir em paz, saber que minhas palavras tem força e que não preciso acordar com medo por não saber quando a mentira será descoberta.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A Imbecilidade Humana e a Inconseqüência dos Atos Impensados.

Falta de amor próprio me choca profundamente. Será a carência sempre culpada de tudo? É triste assistir pessoas que gostamos se sujeitarem por um N A D A. Eu entendo que não escolhemos de quem gostar, simplesmente acontece. Porém gostar de que? Gostar de um N A D A?

N A D A fez enquanto podia;
N A D A acrescentou de positivo;
N A D A ofereceu, só recebeu;
N A D A, N A D A, N A D A, N A D A....

De fato, N A D A não é um problema meu, não tenho que opinar em N A D A. Esse N A D A não me diz N A D A!

Porém, me entristeço com a imbecilidade. Como uma pessoa inteligente, bonita, bem sucedida profissionalmente pode ser imbecil ao ponto de deixar a inconseqüência dos atos impensados de terceiros afetarem a sua sanidade mental?

É, a palavra é imbecil, sim!


“Imbecil:
adj e s m+f (lat imbecille) 1 Que, ou quem é fraco de espírito. 2 Néscio, parvo, tolo. 3 Que, ou o que revela tolice ou fraqueza de espírito: Risada imbecil. 4 Covarde, pusilânime. 5 Psicol Que, ou pessoa que tem nível mental entre um quarto e metade do nível normal do grupo de idade cronológica a que pertence. 6 arc Que, ou pessoa que é fraca de corpo.”

Este é o meu blog, posso postar sobre o que eu quiser! Até sobre o N A D A!

Sim, sou um

G R O S S O

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Arena Interior



Você disse:

"Você realmente pensa isso ou eh o advogado sempre tentando se defender?"

Touché! Me desarmou..

É possível que você tenha razão, tento justificar minhas ações ou omissões para não carregar "culpa" por elas.

Ocorre que, neste caso não é uma defesa, é uma forma de "auto-convencimento". Torna a vida mais fácil de ser vivida, e principalmente sair da "eterna procura", ela não leva a lugar algum.

Já conversamos: "Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e Saci-Pererê - NÃO EXI
STEM!!!"
(Já me auto-convenci! rs... Será?)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

“Eu” x “Nós”: És feliz de que maneira?

Relatório:
Trata-se de discussão sobre relacionamentos sentimentais, o que leva as pessoas a formalizarem uma união. Foram discutidos no post “Questionamento: Eu x Nós”:


Eu; Nós; Projeções; Eu2; Necessidades; Carências; Interesses em comum; Objetividade; Subjetividade; Eu+Você.

É o relatório, passo a decidir:

Sendo a matéria tratada de foro íntimo, decido liminarmente por entender que a aplicabilidade da decisão não afetará a coletividade (rs).

Inicialmente, a teoria do “nós” resta prejudicada. A tese só teria sucesso se duas pessoas pensassem da mesma forma, cada ser humano é único na formação de seus conceitos. Admito ainda, não ter experiência fática para discorrer sobre tal matéria.

Resta firmar raciocínio sobre o “Eu” e “Eu + Você”. Se entendermos que o amor não é ilusório, que não se trata de uma mera projeção facultada por carências afetivas, ele só ocorrerá caso não exista uma relação de dependência, seja ela qual for.

O amor não é uma matéria objetiva, trata-se de subjetividade. Se imputarmos inúmeras cláusulas para recebermos a “outra pessoa” em nossas vidas entraremos na esfera objetiva.

Entendo que a objetividade nas relações sentimentais é derivada de frustrações íntimas, objetivos de vida que ainda não foram cumpridos ou insatisfações com relações anteriores, buscamos encontrar a solução para tais questões numa nova relação.

Quando o ser humano está "completo" entende verdadeiramente o “Eu” (estruturação matura cumulada com satisfação das aspirações e superação de frustrações). Desta maneira as cláusulas de aceitação da teoria objetiva tornam-se irrelevantes.


Assim temos:

Objetividade = interesses em comum (contrato de sociedade conjugal).

Subjetividade = investimento desinteressado no ser humano (sentimentos).

Penso que a verdadeira questão seja: És feliz de que maneira? Livre arbítrio, uns escolhem viver subjetivamente (“Eu” estruturado) já outros constroem seus objetivos (“Eu + Você” interesses em comum). É uma mera questão de escolha sendo o fim colimado a felicidade.

Como toda tese tem seus pontos fracos, não seria diferente com ambas. O "Eu" com toda a sua estrutura emocional e material firmada, absorve a outra parte sem que esta acrescente algo para a relação, a outra pessoa simplesmente existe com a finalidade de não causar danos a estrutura que já foi montada. No que tange a teoria do "Eu+Você" enquanto os interesses do "Eu" forem os mesmos de "Você" ter-se-á uma relação, do contrário ela acabará.

Por fim, hipoteticamente falando sobre o "nós", acredito que a tese só seria possível se os dois agentes pensassem da mesma forma, e como já foi mencionado, cada ser humano é único no que tange aos seus valores e objetivos. Admitindo por amor ao debate tal hipótese, os pensamentos das partes seriam regidos pela teoria subjetiva, a mesma fase de vida e estrutura do "Eu".

Caso a definição de "Nós" não seja uma simples conjectura, mas sim uma situação concreta, entendo que seria a teoria perfeita. Haveria a possibilidade de nivelamento entre as partes em suas expectativas e problemas momentâneos ,vez que ambas já alcançaram seus objetivos primordiais, restando apenas a criação de novos anseios em comum.

Como o "nós" é uma obra de ficção, ao menos pra mim (questão de foro íntimo), o que importa é como a pessoa é feliz, se objetivamente ou subjetivamente. Livre arbítrio.


P.R.I.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Augusta Pessoa

Sabe, ontem a noite me perdi em reflexões sobre nossa conversa da tarde. Eu e você, os seus, os meus, os nossos, os outros... Enfim, conversamos sobre a vida e até mesmo a morte.

É fato que a complexidade existe, também é fato incontroverso que a perfeição é inatingível. Porém, a realidade: Somos tão imperfeitos como o resto do mundo. Somos parte dele, não é? Talvez um pouco mais complexos que “alguns” (rs), temos que admitir.

Veja bem, se deixarmos de existir, a complexidade e a imperfeição vão continuar coexistindo em perfeita harmonia, pois é assim que o mundo é... complexo e imperfeito.

Não vamos mudá-lo, o que podemos fazer é simplesmente tentar melhorá-lo para os seus, os meus, os nossos, os outros... É assim que somos, é o nosso diferencial, podemos proporcionar isto as pessoas. Não faça da faculdade que temos um grande “cavalo de batalha”. Ela é opcional, não temos obrigação de sermos assim sempre e com todos.

Não carregue a culpa cristã nas costas. Tome suas decisões e aceite suas omissões sem culpa. Não somos sempre fortes e muito menos acertamos sempre. Temos medo e erramos! Simples assim...

Sarcásticos, sim – Porém, sensíveis;
Insanos, sim – Porém, responsáveis;
Complexos, sim – Porém, reflexivos;
Prolixos, sim – Porém, cultos;
Metódicos, sim – Porém, perfeccionistas;
Individualistas, sim – Porém altruístas;
Desdenhosos, sim – Porém, ecléticos;
Ciumentos, sim – Porém, amantes;
Estúpidos, sim – Porém, amigos...

Lembre-se sempre: Enxergamos cores quando a maioria vê em preto e branco. É um dom, não martírio.

“Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.” (O. Wilde)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sim, sou um gato! Não um cão...


Humor felino...



"Ah, que bem me sinto hoje! Tenho vontade de ser amável com toda a gente. Deve haver algo de errado comigo..."

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Revendo Conceitos II

Retirei o texto que estava no meu primeiro post, feito em julho de 2007, as palavras duras utilizadas não retratavam apenas a minha vida.
Na época elas faziam muito sentido, eu acreditava estar coberto de razão. Hoje, 1 ano e dois meses depois, revendo conceitos, o texto perdeu a razão de ser.

Sendo sincero, fui feliz sim! ;-)

"No hard feelings"

Em tempo, um tempo...

Tempo de confrontos, abri a minha "caixa de pandora". Chega uma hora que temos que enfrentar nossos fantasmas para entendermos melhor nossas ações e omissões. Surpreendentemente me deparei com muitas coisas guardadas (questões que entendia como superadas), tenho que admitir que fiquei assustado. Como na mitologia, fechei a caixa e guardei apenas a esperança. Um raro presente para o futuro. Me resta agora enfrentar o passado, depois de tudo resolvido será o momento de abrir a caixa novamente e libertar a esperança.

"Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero.
Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce dificuldades para fazê-la forte, tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas, elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos." (Clarice Lispector)



segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Expectativas

Gosto da adrenalina que a expectativa libera, é viciante. É bem verdade, que na maioria das vezes ela é precedida pela frustração. Enfim, é o risco do empreendimento.

Vejo a expectativa como revigoramento, faz com que você busque com afinco suas aspirações. É uma mistura de satisfação e insegurança, em um dado momento você pensa que o fato gerador da expectativa é a solução para os seus problemas, grita: Eureka! Posteriormente deduz que caso não haja esforço não chegará ao fim colimado. Resultado: O frio na barriga.

O tal frio na barriga é indescritivelmente delicioso. Pode ser despertado de várias formas, mas a base sempre é a expectativa despertada pela novidade: negócios, viagens, shows, aquisições, jogos, primeiro encontro, uma nova pessoa...
Tem quem goste de “controlar expectativas”, não é o meu caso. Essa sensação inicial não tem preço, tenho que admitir: AMO O FRIO NA BARRIGA!

A frustração poder vir ou não, é o risco. Porém, neste jogo de azar se o apostador for vencedor, terá vivido uma experiência plena rica em emoções. O fato gerador da expectativa será memorável pelo simples fato de um dia ter existido.