quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A vida sem cigarros...

Definição de um ser humano sem cigarros (visão de um ex-fumante)

Surpresa com seu cheiro natural, vez que é um aroma desconhecido.

Incômodo com a quantidade de cinzeiros espalhados pelo apartamento compondo a decoração.

Náuseas ao vestir um casaco antigo com cheiro de nicotina.

Estranhar o cheiro de quem acompanha seu sono todas as noites.

Acordar irritado sem motivo aparente.

Descarregar o péssimo humor nos colegas de trabalho.

Implicar com os amigos fumantes.

Comer doces compulsivamente para amenizar a ansiedade.

Engordar absurdamente estragando todo seu treino na academia...


EXISTE ALGUMA VANTAGEM EM PARAR DE FUMAR?
ALGUÉM PODE ME DIZER? ALGUÉM? HUM?
GRUNF!!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Agora?! Eu quero a minha ilha!

E depois de batalhas quixotescas envolvendo dragões e feitiços de além mar é chegada a hora do chamamento à realidade: E a minha ilha?

------ X ------

Cervantes / Portinari / Drummond

“Dizia-lhe entre outras cousas Dom Quixote que se dispusesse a acompanhá-lo de boa vontade, porque bem podia dar o acaso que do pé para a mão ganhasse alguma ilha, e o deixasse por governador dela”. (Cervantes, 1981, p.53)


Convite à glória (Poema C.D.A.)

- Juntos na poeira das encruzilhadas conquistaremos a glória.
- E de que me serve?

- Nossos nomes ressoarão
nos sinos de bronze da História.
- E de que me serve?

- Jamais alguém, nas cinco partidas do mundo,
será tão grande.
- E de que me serve?

- As mais inacessíveis princesas se curvarão
à nossa passagem.
- E de que me serve?

- Pelo teu valor e pelo teu fervor
terás uma ilha de ouro e esmeralda.
- Isto me serve.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Um Sonho

Sonhei com uma festa, destas que são realizadas entre os meses de junho e julho. A festa era realizada numa praça, na descida de um viaduto. Uma igreja branca ao centro impunha respeito ao local. Árvores circundavam toda a praça em harmonia com a arquitetura da década de 30, lembro-me da existência de um sobrado amarelo próximo a praça (O cenário, perfeitamente palpável e vívido na minha mente; realidade ou apenas fruto da imaginação de um sonhador?).

Barracas estavam espalhadas por toda a praça, pessoas andavam ruidosamente entre as comidas e lembranças da paróquia expostas pelos vendedores. Crianças corriam felizes, namorados nos bancos das praças de mãos dadas, barracas de jogos... (festas assim ainda existem?)

Neste contexto, encontrei três amigos da minha infância em Minas Gerais. Um abraço entremeado de alívio desespero selou o estranho encontro. Iniciada a conversa entendi que meus amigos estavam perdidos, sem dinheiro e com fome (talvez por conta de um assalto, acredito). Uma barraca de acarajé chamou atenção do grupo, de pronto saíram correndo para fazer pedido: quatro acarajés para cada! Um total de doze, para a felicidade da baiana que encerrou o trabalho com a venda realizada, seu tabuleiro restou vazio. A Baiana indicou o caminho de volta para meus amigos após eu ter pago a conta com um punhado de moedas de cobre. Na despedida, entreguei mais moedas para que eles seguissem a sua jornada.

Uma vez mais, fiquei só na praça. Percorrendo a lateral da igreja, esbarrando em inúmeras pessoas no vai-e-vem, vejo sob uma grande árvore outra pessoa do passado. Ela estava com uma expressão zangada. Me aproximei para saber o que estava acontecendo. Surpreso, entendi que o problema era comigo. Fui culpado por ter arranhado propositalmente seu carro vermelho (da cor de um chambinho, se é que esse é o nome dá a comida das crianças), fui acusado de ter me desfeito do veículo... Incomodado com a situação, tendo certeza de que eu não tinha sido o autor dos arranhões, pedi para conversarmos a sós.

Entramos num dodge antigo, vermelho e preto, e brigamos como crianças. Durante a briga um bêbado abriu a porta do carro dando início a uma estranha dança descompassada, falava coisas desconexas com sua língua enrolada. Mais uma vez tirei moedas de cobre que estavam no meu bolso para poder ter paz e terminar a conversa.

Saímos com o carro e a briga terminou, tão rápido como havia começado (acho que isso sempre aconteceu). Iniciamos um passeio agradável, gargalhávamos pela estrada falando sobre as pessoas e lugares, contávamos casos da vida, lembranças de uma época sem problemas com obrigações cotidianas simples, um tempo que ríamos de tudo e chorávamos por nada... A vida de duas crianças que no futuro amadureceriam. De volta a igreja, a festa tinha acabado, não existia mais música e as pessoas anteriormente ruidosas entravam em silêncio na igreja ao som das badaladas dos sinos que noticiavam o início da missa das 18:00 hs. Após um abraço na porta da igreja nos despedimos, cada um seguiu o seu destino. Eu, nostálgico pelas lembranças, fui de encontro ao mar, que estava sereno sob a luz da lua, a costa deserta facultava uma visão perfeita dos arredores e do horizonte em alto mar. Ao fundo avistei uma baleia que saltava e esguichava batendo as nadadeiras...

Repentinamente acordo com o despertador do celular da minha nova vida (muitos toques, por sinal), abro os olhos e me enxergo num espelho dentro de olhos verdes. Após um bom dia dado sem palavras, representado apenas por um simpático sorriso matutino, vejo que a nostalgia não faz sentido e me pergunto se de fato o passado existiu.

Despertado, conto os anos que foram transcorridos, sinto todo o seu peso nas costas. Lá se foram trinta e quatro anos, uma vida!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Compreensão

Entendo que nada sei;

Entendo que não sou dono da razão;

Entendo que meus receios são reflexos das experiências que vivi;

Entendo que as imperfeições que carrego comprometem meus julgamentos;

Entendo que possuo racionalidade-passional decorrente dos sentimentos que tenho pelos "meus";

Entendo que essa racionalidade-passional faz com que eu tente preservar os "meus" das pedras existentes nos caminhos;

Entendo que não posso direcionar a vida dos meus para poupá-los dos sofrimentos, que embora dolorosos, fazem parte do crescimento humano;

Entendendo minhas limitações compreendo suas decisões, aceito e apoio. Nada mais tenho a dizer, criticar ou proteger. Os "meus" devem andar com as próprias pernas e eu tenho uma vida para: aprender, raciocinar, superar, aperfeiçoar, amar, proteger e direcionar.

Compreendo-te!

Eu te amo


É intrigante como as pessoas reagem quando recebem um “eu te amo” pela cara. Para uns traz felicidade, para outros tem o mesmo impacto de um soco e existem aqueles para quem a frase funciona como aviso: a relação está na hora de terminar.

No momento essa frase tem proporcionado momentos interessantes na minha vida observando relacionamentos de pessoas próximas.

Após uma longa conversa, com um clima romântico de fundo, o namorado fala para ela:

- Eu te amo!

Ela surpreendida diz:

- Claro!

Ela, insegura com relação aos próprios sentimentos, não foi capaz de quebrar o clima romântico que envolvia a situação e entendeu por bem, admitir, com muita segurança por sinal, que não duvidava dos sentimentos dele (é obvio que você me ama!).

Em outra situação, com pessoas diversas, após essa frase a resposta foi:

- Você é lindo e muito sensível.

Neste caso, a outra entendia que não existia amor de sua parte, e que esse era o momento de terminar a relação vez que o sentimento não era recíproco. A relação poderia ter continuado caso não existisse a complexa frase: Eu te amo.

A grande maioria das pessoas entendem a frase como algo que se diz corriqueiramente, praticamente um “bom dia!” ou “como vai?”. Existe quem diga após conviver com alguém especial: “Por muito menos eu já disse eu te amo”.

Quem se preocupa verdadeiramente com a afirmativa sofre no momento de falar (insegurança pelo sentimento da outra parte) e sofre igualmente no momento que ouve caso não tenha certeza dos próprios sentimentos.

Não menos importantes são as situações daqueles que querem usar a frase mas por entenderem os complexos desdobramentos que envolvem a assertiva quedam-se no: Eu te adoro!

Três palavrinhas simples que juntas formam um mar de complexidades. Aplicados no momento correto alavancam o relacionamento, caindo no erro de usá-las no momento inoportuno, exprimem ingenuidade e dão fim à relação.

Bom, não escolhemos por quem vamos nos apaixonar, já amar... é outro assunto. A paixão não oferta escolha ela simplesmente acontece e nem sempre pela pessoa correta. Quando o amor é a questão, entendo o sentimento como uma decisão, optamos por amar.

Assim, deve-se ter certeza dos próprios sentimentos e das afinidades existentes entre o casal para só então dar a feliz ou nefasta notícia: Eu te amo!

Acredito que uma boa opção para expressar a decisão seja:

“Eu te amo! Mas, cale-se... Não preciso saber o que você pensa a respeito, é uma decisão minha!”.

É claro, que com um clima romântico e jocoso para não parecer grosseiro...


“Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,
aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.”

(Mário Quintana)

domingo, 5 de outubro de 2008

Segue Teu Destino

Segue o teu destino
Rega as tuas plantas
Ama as tuas rosas
O resto é a sombra
De árvores alheias

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios.

Suave é viver só
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses

Vê de longe a vida
Nunca a interrogues
A resposta está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

(Poema de Ricardo Reis - Fernando Pessoa)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Dom Quixote


Dias transcorreram sem percepção.
Madrugadas transformaram-se em manhãs
Manhãs em tardes
Tardes em noites.
Assuntos complexos, infames ou apenas o silêncio.

Palavras dúbias originavam textos desconexos.
Frases constantemente interrompidas pela razão
cediam lugar ao silêncio como orador da emoção.

Dom Quixote, o mediador das palavras mal aplicadas contava o tempo.
O único com noção temporal
advertia que o tempo nunca pára.

De seu púlpito alertava:

"O amor não é senão o desejo; e assim, o desejo é o princípio original de que todas as nossas paixões decorrem, como os riachos da sua origem; por isso, sempre que o desejo de um objecto se acende nos nossos corações, pomo-nos a persegui-lo e a procurá-lo e somos levados a mil desordens”

Desordens no tempo, espaço e na vida.

Ah! Dom Quixote...
De que adianta perder a noção do tempo se a realidade sempre terá hora marcada?

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A Lista - Oswaldo Montenegro

"Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais..."

"...Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?..."

"...Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?..."

"Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?"


domingo, 21 de setembro de 2008

Mozart

Ouvindo o som do mundo...

A Mentira

Não tento posar de bom samaritano, tenho meus defeitos, vários por sinal. Porém me esforço ao máximo para não agregar mais um “pecado”, a mentira.

Independentemente de crenças religiosas, entendo a mentira como um verdadeiro pecado. Primeiramente o mentiroso fere a sua essência, ao ser gerada a mentira é necessário que ele se coloque numa posição de submissão perante outrem, ele não é capaz de assumir seus atos e tem plena consciência do evento realizado, vez que prefere mentir do que explicar as razões que o levaram a ação.

Pela a visão da sociedade o mentiroso degrada a sua imagem. Considero a mentira como desvio de caráter, para manter uma mentira, por vezes são necessários atos piores do que cometê-la. O mentiroso é capaz de tais atos, pois não tem personalidade e valores morais inibir tais ímpetos.

Por fim, entro na esfera do pecado de fato. Estudando a história das religiões, antes da criação do Dez Mandamentos, que frisa a mentira como pecado, a palavra do ser humano era considerada sagrada.

Em 1600 A.C. os povos axiais tinham a crença no poder da palavra, a fala era tida como um deva. Existia um Deus para fiscalizar o cumprimento das palavras ditas. Tal procedimento era necessário por entenderem que as preces e os cânticos não poderiam ser pronunciados por homens sem palavra, sob pena de não serem ouvidos pela energia invocada. Com base nessa cultura, posteriormente foram criados os mantras e até hoje se entoam cânticos e hinos em diversas religiões com a finalidade de alcançar uma energia superior, seja ela qual for.

Quer seja por implicações religiosas, sociais ou valores interiores, a mentira destrói a dignidade do ser humano.

É estranho essas palavras saírem de um advogado? Não, existe a omissão. Ninguém é obrigado a expor a sua vida por inteiro, omitir um fato não é um desvio de caráter é uma saída educada e inteligente para evitar atritos.

Crenças à parte, gosto da sensação de dormir em paz, saber que minhas palavras tem força e que não preciso acordar com medo por não saber quando a mentira será descoberta.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A Imbecilidade Humana e a Inconseqüência dos Atos Impensados.

Falta de amor próprio me choca profundamente. Será a carência sempre culpada de tudo? É triste assistir pessoas que gostamos se sujeitarem por um N A D A. Eu entendo que não escolhemos de quem gostar, simplesmente acontece. Porém gostar de que? Gostar de um N A D A?

N A D A fez enquanto podia;
N A D A acrescentou de positivo;
N A D A ofereceu, só recebeu;
N A D A, N A D A, N A D A, N A D A....

De fato, N A D A não é um problema meu, não tenho que opinar em N A D A. Esse N A D A não me diz N A D A!

Porém, me entristeço com a imbecilidade. Como uma pessoa inteligente, bonita, bem sucedida profissionalmente pode ser imbecil ao ponto de deixar a inconseqüência dos atos impensados de terceiros afetarem a sua sanidade mental?

É, a palavra é imbecil, sim!


“Imbecil:
adj e s m+f (lat imbecille) 1 Que, ou quem é fraco de espírito. 2 Néscio, parvo, tolo. 3 Que, ou o que revela tolice ou fraqueza de espírito: Risada imbecil. 4 Covarde, pusilânime. 5 Psicol Que, ou pessoa que tem nível mental entre um quarto e metade do nível normal do grupo de idade cronológica a que pertence. 6 arc Que, ou pessoa que é fraca de corpo.”

Este é o meu blog, posso postar sobre o que eu quiser! Até sobre o N A D A!

Sim, sou um

G R O S S O

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Arena Interior



Você disse:

"Você realmente pensa isso ou eh o advogado sempre tentando se defender?"

Touché! Me desarmou..

É possível que você tenha razão, tento justificar minhas ações ou omissões para não carregar "culpa" por elas.

Ocorre que, neste caso não é uma defesa, é uma forma de "auto-convencimento". Torna a vida mais fácil de ser vivida, e principalmente sair da "eterna procura", ela não leva a lugar algum.

Já conversamos: "Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e Saci-Pererê - NÃO EXI
STEM!!!"
(Já me auto-convenci! rs... Será?)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

“Eu” x “Nós”: És feliz de que maneira?

Relatório:
Trata-se de discussão sobre relacionamentos sentimentais, o que leva as pessoas a formalizarem uma união. Foram discutidos no post “Questionamento: Eu x Nós”:


Eu; Nós; Projeções; Eu2; Necessidades; Carências; Interesses em comum; Objetividade; Subjetividade; Eu+Você.

É o relatório, passo a decidir:

Sendo a matéria tratada de foro íntimo, decido liminarmente por entender que a aplicabilidade da decisão não afetará a coletividade (rs).

Inicialmente, a teoria do “nós” resta prejudicada. A tese só teria sucesso se duas pessoas pensassem da mesma forma, cada ser humano é único na formação de seus conceitos. Admito ainda, não ter experiência fática para discorrer sobre tal matéria.

Resta firmar raciocínio sobre o “Eu” e “Eu + Você”. Se entendermos que o amor não é ilusório, que não se trata de uma mera projeção facultada por carências afetivas, ele só ocorrerá caso não exista uma relação de dependência, seja ela qual for.

O amor não é uma matéria objetiva, trata-se de subjetividade. Se imputarmos inúmeras cláusulas para recebermos a “outra pessoa” em nossas vidas entraremos na esfera objetiva.

Entendo que a objetividade nas relações sentimentais é derivada de frustrações íntimas, objetivos de vida que ainda não foram cumpridos ou insatisfações com relações anteriores, buscamos encontrar a solução para tais questões numa nova relação.

Quando o ser humano está "completo" entende verdadeiramente o “Eu” (estruturação matura cumulada com satisfação das aspirações e superação de frustrações). Desta maneira as cláusulas de aceitação da teoria objetiva tornam-se irrelevantes.


Assim temos:

Objetividade = interesses em comum (contrato de sociedade conjugal).

Subjetividade = investimento desinteressado no ser humano (sentimentos).

Penso que a verdadeira questão seja: És feliz de que maneira? Livre arbítrio, uns escolhem viver subjetivamente (“Eu” estruturado) já outros constroem seus objetivos (“Eu + Você” interesses em comum). É uma mera questão de escolha sendo o fim colimado a felicidade.

Como toda tese tem seus pontos fracos, não seria diferente com ambas. O "Eu" com toda a sua estrutura emocional e material firmada, absorve a outra parte sem que esta acrescente algo para a relação, a outra pessoa simplesmente existe com a finalidade de não causar danos a estrutura que já foi montada. No que tange a teoria do "Eu+Você" enquanto os interesses do "Eu" forem os mesmos de "Você" ter-se-á uma relação, do contrário ela acabará.

Por fim, hipoteticamente falando sobre o "nós", acredito que a tese só seria possível se os dois agentes pensassem da mesma forma, e como já foi mencionado, cada ser humano é único no que tange aos seus valores e objetivos. Admitindo por amor ao debate tal hipótese, os pensamentos das partes seriam regidos pela teoria subjetiva, a mesma fase de vida e estrutura do "Eu".

Caso a definição de "Nós" não seja uma simples conjectura, mas sim uma situação concreta, entendo que seria a teoria perfeita. Haveria a possibilidade de nivelamento entre as partes em suas expectativas e problemas momentâneos ,vez que ambas já alcançaram seus objetivos primordiais, restando apenas a criação de novos anseios em comum.

Como o "nós" é uma obra de ficção, ao menos pra mim (questão de foro íntimo), o que importa é como a pessoa é feliz, se objetivamente ou subjetivamente. Livre arbítrio.


P.R.I.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Augusta Pessoa

Sabe, ontem a noite me perdi em reflexões sobre nossa conversa da tarde. Eu e você, os seus, os meus, os nossos, os outros... Enfim, conversamos sobre a vida e até mesmo a morte.

É fato que a complexidade existe, também é fato incontroverso que a perfeição é inatingível. Porém, a realidade: Somos tão imperfeitos como o resto do mundo. Somos parte dele, não é? Talvez um pouco mais complexos que “alguns” (rs), temos que admitir.

Veja bem, se deixarmos de existir, a complexidade e a imperfeição vão continuar coexistindo em perfeita harmonia, pois é assim que o mundo é... complexo e imperfeito.

Não vamos mudá-lo, o que podemos fazer é simplesmente tentar melhorá-lo para os seus, os meus, os nossos, os outros... É assim que somos, é o nosso diferencial, podemos proporcionar isto as pessoas. Não faça da faculdade que temos um grande “cavalo de batalha”. Ela é opcional, não temos obrigação de sermos assim sempre e com todos.

Não carregue a culpa cristã nas costas. Tome suas decisões e aceite suas omissões sem culpa. Não somos sempre fortes e muito menos acertamos sempre. Temos medo e erramos! Simples assim...

Sarcásticos, sim – Porém, sensíveis;
Insanos, sim – Porém, responsáveis;
Complexos, sim – Porém, reflexivos;
Prolixos, sim – Porém, cultos;
Metódicos, sim – Porém, perfeccionistas;
Individualistas, sim – Porém altruístas;
Desdenhosos, sim – Porém, ecléticos;
Ciumentos, sim – Porém, amantes;
Estúpidos, sim – Porém, amigos...

Lembre-se sempre: Enxergamos cores quando a maioria vê em preto e branco. É um dom, não martírio.

“Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.” (O. Wilde)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sim, sou um gato! Não um cão...


Humor felino...



"Ah, que bem me sinto hoje! Tenho vontade de ser amável com toda a gente. Deve haver algo de errado comigo..."

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Revendo Conceitos II

Retirei o texto que estava no meu primeiro post, feito em julho de 2007, as palavras duras utilizadas não retratavam apenas a minha vida.
Na época elas faziam muito sentido, eu acreditava estar coberto de razão. Hoje, 1 ano e dois meses depois, revendo conceitos, o texto perdeu a razão de ser.

Sendo sincero, fui feliz sim! ;-)

"No hard feelings"

Em tempo, um tempo...

Tempo de confrontos, abri a minha "caixa de pandora". Chega uma hora que temos que enfrentar nossos fantasmas para entendermos melhor nossas ações e omissões. Surpreendentemente me deparei com muitas coisas guardadas (questões que entendia como superadas), tenho que admitir que fiquei assustado. Como na mitologia, fechei a caixa e guardei apenas a esperança. Um raro presente para o futuro. Me resta agora enfrentar o passado, depois de tudo resolvido será o momento de abrir a caixa novamente e libertar a esperança.

"Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero.
Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce dificuldades para fazê-la forte, tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas, elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos." (Clarice Lispector)



segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Expectativas

Gosto da adrenalina que a expectativa libera, é viciante. É bem verdade, que na maioria das vezes ela é precedida pela frustração. Enfim, é o risco do empreendimento.

Vejo a expectativa como revigoramento, faz com que você busque com afinco suas aspirações. É uma mistura de satisfação e insegurança, em um dado momento você pensa que o fato gerador da expectativa é a solução para os seus problemas, grita: Eureka! Posteriormente deduz que caso não haja esforço não chegará ao fim colimado. Resultado: O frio na barriga.

O tal frio na barriga é indescritivelmente delicioso. Pode ser despertado de várias formas, mas a base sempre é a expectativa despertada pela novidade: negócios, viagens, shows, aquisições, jogos, primeiro encontro, uma nova pessoa...
Tem quem goste de “controlar expectativas”, não é o meu caso. Essa sensação inicial não tem preço, tenho que admitir: AMO O FRIO NA BARRIGA!

A frustração poder vir ou não, é o risco. Porém, neste jogo de azar se o apostador for vencedor, terá vivido uma experiência plena rica em emoções. O fato gerador da expectativa será memorável pelo simples fato de um dia ter existido.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Questionamento: "Eu" x "Nós"

Após ter conversado com dois amigos na noite de ontem, em apartado, tendo eles posicionamentos divergentes sobre a mesma matéria, faço o seguinte questionamento:

É certo viver sob o raciocínio calculista do “eu” e destruir a ilusão projetada pelo “nós”?

Peço vistas dos autos para posterior posicionamento ante a complexidade dos fatos apresentados... (rs)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Chasing Cars

Acredito que a mão que movimenta a roda do destino é de uma criança. Por vezes gira a roda com extrema rapidez, por outras é demasiadamente lenta. Com notoriedade posso afirmar que esta displicente brincadeira proporciona inúmeros desencontros.

O Trem


Audiência numa comarca do interior. No carro da empresa conduzido pelo motorista, estávamos eu e o preposto.
Uma grande fila de carros aguardava para atravessar a rua. O motorista, com a natural habilidade carioca, passou a frente de todos os carros para fazer a travessia. No momento da manobra reparo ao lado uma cancela arriada fechando metade da rua, olho para o chão e vejo uma via férrea.

Pergunto ao motorista em tom jocoso:" Rapaz, você não acha que essa cancela esta arriada por algum motivo?"

Eles riram sem saber o motivo. Quando olho para o lado, já no meio da via, vejo o farol de um trem piscando.

Digo: "Ora! Já que vamos morrer, morreremos rindo..."

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Meu Grande Amor

Você sabe que eu não sou bom com despedidas, tenho certeza de que você me entende. Somos a mesma pessoa separados por corpos diferentes. Agora, estou no quarto, longe de você, e falta tão pouco pra despedida. Não imagino você agindo de outra forma.

Se almas gêmeas existem, você é a minha! Estamos pagando o carma de vivermos em laços de sangue, num amor puro. Esse é o amor perfeito, nem o tempo desfaz...

A dor é sempre a mesma todas as vezes que você parte. Só que ela se dissipa no momento que seu avião decola pois sei que você vai de encontro a sua felicidade, ao sucesso, a experiências novas... E essa vivência só faz você crescer mais, deixando a cada dia de ser a minha menina, se transformando nesta maravilhosa mulher.

Amo mais que tudo!

domingo, 24 de agosto de 2008

Sad Eyes - Bat For Lashes

Hoje foi um dia pra divagar em pensamentos, formular questionamentos e tomar resoluções. Em uma conversa relatei que é importante sentir a alegria da mesma forma que a tristeza. Entendo que essa dualidade faz parte do crescimento humano. O que seria a vida se só existissem dias felizes? Rotina de felicidade? Ora! Não estamos preparados pra isso! A felicidade deixaria de existir. A tristeza valora a felicidade, yin e yang, é o equilíbrio sentimental. É feliz apenas aquele que um dia já foi triste.

Finda a conversa recebi este presente. Mais uma música para que eu me perca nos caminhos tortuosos das minhas reflexões.


sábado, 23 de agosto de 2008

Love is a Losing Game

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Pasmo: Este sou eu!!


Movido pela minha curiosidade incessante, fiz um mapa astrológico. Dificilmente encontro algo que defina minha personalidade, porém, dessa vez fui convencido!

"...A poderosa qualidade guerreira de Áries se conjuga ao espírito de justiça libriano, e o resultado é um profundo compromisso com uma ética pessoal e, sobretudo, a coragem de lutar por causas que você considere justas. Cuidado apenas para não descambar para um estilo teórico demais, pois Libra - seu ascendente - é demasiadamente idealista, e Áries tem um lado ingênuo, de modo que nem todos os seus sonhos encontram eco na realidade mundana. Você pode inclusive se desapontar, não entendendo como as pessoas não conseguem "ver a beleza" das suas idéias e motivações, e termina se sentindo como um gênio incompreendido."

Pois é... este sou eu, "tadinho".

STF na vida de Severina.


Uma História Severina
Ficha técnica
Direção e Roteiro: Debora Diniz e Eliane Brum / Produção Executiva: Fabiana Paranhos / Realização: ImagensLivres [Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero] / Apoio: The Ford Foundation, International Women’s Health Coalition, Campaña por una Convención e Unifem.


Todos que vivenciam a cena jurídica tem uma noção do que é ter uma liminar cassada e os efeitos que tal cassação provoca na vida dos tutelados.

Faz parte da rotina do judiciário, advogados, defensores, promotores, juizes, desembargadores e ministros lidam com essa realidade diariamente. Entramos no campo da normalidade.

Ontem, recebi um link para o vídeo acima. Fui obrigado a refletir sobre o conceito de "normalidade" na utilização da norma fria, dos julgados, da interferência do judiciário na vida de quem desconhece os trâmites legais. Deprimente!

Este comovente vídeo mostra os dois lados da moeda. De um lado os "Guardiões da Carta Magna Brasileira" e de outro, uma pessoa simples que apenas buscou a tutela jurisdicional para interromper seu sofrimento.

Entendo que a divulgação deste trabalho é necessária para forçar a todos, não só aos membros do judiciário, mas a sociedade para um momento de reflexão. Enquanto se discute: Interpretação da norma, a utilização de doutrinas, divergências jurisprudências, costumes, a influência de dogmas religiosos... Pessoas sofrem.

Destaque para a argumentação de um dos membros do Supremo:
"Não me convence a circunstância de que o feto anencéfalo é um condenado à morte. Todos o somos. O sofrimento em si não é alguma coisa que degrade a dignidade humana."

Me faltam palavras para tecer comentários...


quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Preciso Me Encontrar - Candeia

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Divergências Temporais

Muito se discute sobre o tempo desde que existiram os primeiros pensadores. Várias definições foram criadas e com o passar dos séculos aprimoradas.

Atualmente, a grande maioria das pessoas ainda não conseguiu absorver a noção de tempo. É fato incontroverso que o tempo cósmico é e controlado pelas rotações do sol, porém o tempo existencial não se calcula aritmeticamente.

Cada um tem o seu tempo, e esse tempo é contado através das ações realizadas por cada indivíduo. Essa foi a base de Horácio com a criação da máxima: “carpe diem, quam minimum credula postero" (viva o presente e confie o mínimo no amanhã).

Seguindo este raciocínio o tempo de uma pessoa não poderá ser imposto a outra. O tempo é medido pelas ações de cada indivíduo, se as ações forem concomitantes o tempo de ambos sempre será o mesmo.

Assim, tem-se início um novo tempo, outra página virada no livro da vida, desta vez, por divergências temporais.

sábado, 16 de agosto de 2008

Imagem ao vento...


terça-feira, 12 de agosto de 2008

Por quem me tomas?

Por quem me tomas? Tu me conheces tão bem a ponto de me julgares?
Engana-te com este precoce julgamento. Fizestes com que a máscara grudasse a cara.


"Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
0 dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara. "
("Alvaro de Campos", Fernando Pessoa)

Gostaria de ter a faculdade de esquecer palavras com a mesma facilidade que elas são ditas pelo mundo...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Domingo no taxi - A Carona

Festa da lei seca!!

sábado, 9 de agosto de 2008

Se, somente se! Condição “sine qua non”


Depois de uma noite perfeita, amanheço em paz. Uma tranqüilidade que há muito tempo não sentia.

Refletindo bem, ultimamente tenho usado muito a frase: “há muito tempo não sentia...” (O que me remete: O que eu senti durante todo esse tempo?)

Aproveitando essa paz, resolvi ler Drummond. Encontrei um pensamento perfeito:

“ Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade”

De fato, me vejo desta maneira, não são os fatores externos que estão me fazendo feliz, eu simplesmente estou feliz. E por estar assim, tudo parece mais gostoso, autêntico, real...

Seguindo a leitura, um texto me tocou. É bem apropriado para esse momento impar que eu estou vivendo. Assim, que ele tenha o condão de condição “sine qua non”, um passo a passo que deverá ser seguido, para que só então deixe de gozar da benesse, LIBERDADE.

NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

"Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.” (C.D.A.)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Descrença tem reabilitação?! Rehab!

Se existe reabilitação, penso que talvez seja regressão da evolução. Posso estar engando, será que você pode me reabilitar? (rs) Hoje, penso apenas que: "Quero ser feliz, não bem compreendido!"
(post linkado ao anterior)


Exeperiência de outros

Após termos dividido alguns sucessos e fracassos sentimentais, um amigo me fez uma pergunta antes de entrar em novo relacionamento.

O amigo:
"Será que agente quando acha uma pessoa legal, achamos que ela não é legal, e vice versa?
"

Respondo:
"Complexo, não é? Entendo que isso é apenas reflexo das experiências já vividas. Será que estamos ficando frios? Nós que sempre fomos tão apaixonados por tudo?"

O amigo:
"Em outros tempos, isso teria sido bem diferente..."

(Descrença no ser humano)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Frustração - Expectativa de direito?

Há cinco minutos atrás recebi um e-mail. Em seu bojo um bom texto da Martha Medeiros. Fiquei empolgado, o texto cabia perfeitamente numa situação vivida.

Eu que com apenas uma frase crio "trocentas mil, novecentas e cinquenta e quatro" conclusões, um texto inteiro foi um prato cheio!

Animado, resolvi postar sobre o texto e o dia o qual ele me remeteu. Enquanto escrevia estava numa conversa paralela pelo messenger. Para minha surpresa, descobri que o texto foi despretencioso, sem qualquer mensagem subliminar, nada que fosse elaborado
propositalmente para conduzir meu raciocínio ao dia anterior vivido. De fato, não deixou de ser uma demonstração de carinho (rs), porém sem os requintes mirabolantes que eu havia criado.

Ri, apaguei o texto que eu estava fazendo por ter perdido o "objeto" e resolvi escrever sobre frustração.

FRUSTRAÇÃO SOB A ÓTICA JURÍDICA
Eventualmente transferimos a culpa por nossas frustrações. Tal raciocínio é equivocado, inexiste nexo de causalidade entre a ação da pessoa e a expectativa gerada pelo frustrado.

O frustrado cria uma teia de ilusões e acredita piamente que foi induzido a erro. Ao absorver a realidade, culpa a outra pessoa pela expectativa gerada. Inexiste culpa, nem há o que falar sobre culpa concorrente.

Cada qual é responsável pela ilusão que cria, não se trata de responsabilidade objetiva, mas sim de subjetivismo. Não sendo comprovado que o agente agiu com a intenção de criar o evento danoso, a reparação moral é indevida.

The National - Fake Empire

Quando ouvi The National pela primeira vez, pensei: Legalzinho. Com tempo entendi que não são músicas para serem ouvidas, mas sim sentidas. Me apaixonei!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Existe alguém que tenha levado porrada?

Há algum tempo tenho refletido sobre pessoas que eu conheci, e outras que eu simplesmente desconheci.

Inicialmente fiquei triste com a falta de personalidade das pessoas, e me perguntei: Como alguém pode viver como se tivesse sido produzido em massa?

Hoje, entendo que essa vida é motivo de piada. São sempre os mesmos assuntos, tendo conversado com um ser pré-moldado, já conversou com todos!

Acho incrível como determinadas pessoas não tem uma história de vida. Ninguém nunca sofreu ou teve desilusões, já nasceram felizes e bem sucedidos paridos pela “maravilhosa fábrica de chocolates”.

O que é mais cômico é que isso é contagioso, uma vez exposto a essa praga viral, os sem personalidade acabam esquecendo o seu passado e encobrindo os problemas cotidianos para continuarem no grupo pré-moldado. Vida imbecil e estéril!

Esse raciocínio me remete a Fernando Pessoa, como sempre perspicaz em seus textos:

“...Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos!

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? ...”

Fernando Pessoa, por Paulo Autran.






segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Uma viagem em frases

Frases e diálogos colhidos na viagem:

“Sarcasmo: Uma forma de amor?”
(Definição de conselhos nada sutis entre amigos)

“O sósia”
(Litispendência, piada jurídica)

“Na boca, a boca e o Boca”
(Situações atípicas)

“Ela pergunta:
Você está apaixonado?
Eu respondo depois de horas de reflexão:
Sim, acho que estou apaixonado. Tenho as sensações da paixão... não sei como explicar minha situação atual. Entendo que estou apaixonado por mim. Estranho, né?”
(Seleção de músicas durante a viagem).

“Ela disse:
Ser amigo não é isso, eu vou fazer as contas de tudo que eu já paguei.
Ele responde:
Faça, faça sim! E depois deposite na minha conta.”
(Pilha financeira)

“Ela disse:
Ah, me deixa! A essa hora da manhã você sabe que eu fico com ADD.
A outra fala:
Você não quis dizer DDA?”
(Gargalhadas matutinas)

“Ela pergunta:
Eu bebo e você é que tem as viagens psicodélicas?
Eu respondo:
Sim, por osmose. “
(O fusca vermelho na estrada e as pedras coloridas na montanha)

“Ta cheio de fura olho por aqui, vou virar pirata”
(Eu rima com eu, nova banda)

“Bucha é bem diferente de ser rato. A palavra certa é bucha!”
(Ratarias)

“Encontrar a pessoa certa: Mera seleção natural.”
(Animal Planet)

“A D. Iara está reclamando do som às três horas da tarde de sábado, isso é um absurdo! Ontem, tudo bem, eram duas da manhã. O porteiro deve achar ela um saco, ela atrapalha a vida do rapaz. Ele poderia ler um jornalzinho, ouvir o radinho de pilha ou comer biscoito "Globo"... Mas não, ele tem que interfonar pra reclamar do som por causa da D. Iara!”
(Direito de vizinhança)

"Ela acha que é o "pacman"."
(As pastilhas)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Pé na estrada...

Viagem: Carro + amigos + música + gargalhadas = FDS Perfeito.

Perfeito fora uma ressalva. Em outras viagens sempre deixei algo propositalmente pra trás, serviam como libertação. Estranhamente me pego querendo ficar, o destino tornou essa viagem inoportuna. Gostaria de ficar e dar andamento ao que foi iniciado. O destino e suas brincadeiras!
Enfim, como foi dito: "Quando tem que ser, a vida aproxima".
Pé na estrada...

Gostei da banda (Hinder) tocando o remake da Steppenwolf. Música para viagem.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Mudança de estação

Cícero foi muito feliz na criação do pensamento:

"Sonhos são como os deuses: Se não se acredita neles, eles deixam de existir".

A descrença é uma arma letal capaz de proporcionar inúmeras mudanças, positivas ou negativas, é apenas uma questão de ponto de vista.

Antigos deuses caem para criação de novas crenças. Sobreposição de culturas, assim foi construída a história da humanidade.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Seguindo o conselho...

Nem sei...

Depois de um longo papo sobre a vida um "estranho" me disse: "Tudo é simples... você é que complica as coisas, relaxa."
Definitivamente, vou ter que deixar de compreender as situações e principalmente as pessoas, se eu continuar tentando entender tudo e todos, vou acabar não sabendo quem sou.
Confuso o texto, sim!
Exatamente como estou...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Bafômetro?!

Lendo reportagens sobre a nova lei “zero álcool” tenho que demonstrar minha indignação. Não quero discutir o fim social da legislação, apenas o impropério jurídico facultado pelo legislativo.

Concordo que a limitar a utilização do álcool nas estradas é necessário, porém, os limites já existiam e eram razoáveis. A legislação de transito pátria permitia uso mínimo de álcool, que era inofensivo para condutores e pedestres. O ponto controverso reside na forma de constatar alcoolemia.

O bafômetro é eficaz para constatar a embriaguez? O Cidadão é obrigado a passar por esse constrangimento? A resposta para as duas perguntas é negativa. De fato o bafômetro consegue medir o nível alcoólico, mas é um aparelho delicado que deve ser vistoriado periodicamente sob pena de perder a sua funcionalidade, a competência para a avaliação dos aparelhos é do INMETRO. Vários bafômetros já foram tirados de circulação e a informação das autoridades policias neste sentido foram que os aparelhos não estavam sendo utilizados pelos policiais. Assim, torna-se contestável a utilização deste aparelho para verificação do nível alcoólico. Existem meios mais eficazes para verificar alcoolemia, admito que mais invasivos, porém eficazes .

Contestada a funcionalidade do bafômetro, é importante discorrer sobre a obrigatoriedade de utilizar o aparelho. A alegação de que diversos países já possuem essa lei e utilizam o mesmo meio para verificar alcoolemia não pode prosperar. Admitir a tese é rasgar a Constituição Brasileira. É fato inconteste assegurado pela Constituição que: NINGUÉM É OBRIGADO A PRODUZIR PROVA CONTRA SI. Em outros países a lei zero álcool pode ter respaldo na Carta Magna local, em se tratando do Brasil isso é um grande absurdo jurídico.

O uso obrigatório do bafômetro não encontra esteio ao compararmos a hierarquia das normas. O legislativo ao redigir leis deveria ter o mínimo de bom senso e consultar especialistas na área jurídica, com conhecimento na área constitucional se atendo entre outras matérias aos pactos internacionais firmados pelo Brasil.

A recusa em usar tal aparelho pode caracterizar crime de desacato à autoridade, entendo de forma diferente, caracterizo como abuso de autoridade. Uma simples lei não pode ser maior do que a Carta Magna Brasileira.

Já é tempo do legislativo aprender a palavra INCONSTITUCIONALIDADE, sugiro aos seus membros antes de legislarem a leitura da Carta Magna, e principalmente COMPREENSÃO do texto legal. A sugestão deveria ser obrigatória tal como o uso do bafômetro, com uma imensa diferença, muito mais eficaz.

Iniciando a campanha: DIGA NÃO AO BAFÔMETRO – CONSULTE SEU ADVOGADO!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

"A vida de nós quatro" O filme...

“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.” (Oscar Wilde)

domingo, 13 de julho de 2008

A serpente que morde o próprio rabo.

Mais uma página virada no livro da vida. Momento inadequado; ideais conflitantes.

Como dizem os antigos: "Tudo que começa errado, termina errado."

Poderia ter sido? Talvez... No momento da conversa, não usei o dom da argumentação. Simplesmente pensei: "Lutar pra que? Por quem? São questionamentos demais..."

Porém, a serpente que morde o próprio rabo mostra que tudo sempre volta ao mesmo ponto. Essa curta relação trouxe grandes mudanças, voltei a ter fé.

Por algum tempo me perdi, desacreditei das crenças antigas que tanto cultuei. Quanto mais eu andava pelos caminhos da vida mais eu me distanciava das minhas origens. Foi preciso que alguém me recordasse o que é sentir o "frio na barriga" da paixão para que eu encontrasse o caminho de casa. Consegui lembrar do gosto da água em uma quartinha...

Uma relação relâmpago? Sim! Mas com benéficos efeitos...

A sábia Serpente só dá o bote na hora certa.

Revendo conceitos

Durante a insônia, discutindo com a minha consciência a complexidade de uma "ressaca moral", lembrei de uma conversa com um amigo.

Ele disse: "Olha o esse link pra vc me conhecer mais um pouco..."

Li uma série de postagens, e depois teci o seguinte comentário: "Complexo, porém dentro da normalidade."

Achei um pouco estranho a exposição pública de verdades interiores, frustrações e momentos felizes. Pra que desabafar publicamente? Ocorre que, durante essa madrugada encontrei a resposta.

No auge da "ressaca moral", por uma sexta-feira aproveitada sem moderação, resolvi ler textos antigos feitos por mim. Encontrei um que me fez lembrar de quem eu fui, e isso me fez refletir sobre o que eu não quero ser.

Entendo que a experiência faz com que o ser humano tenha a certeza do que não quer, porém, o que querer no futuro... é subjetivo.

Agora, ao invés de deixar minha cabeça implodir com mil pensamentos, vou desabafar publicamente, expondo pedaços da minha vida. É possível que eu me entenda um pouco mais...


TEXTO FEITO EM JULHO DE 2007.
(...)

04.09.2008 - Texto retirado!

Retirei o texto feito em julho de 2007, as palavras duras utilizadas não retratavam apenas a minha vida.
Na época elas faziam muito sentido, eu acreditava estar coberto de razão. Hoje, 1 ano e dois meses depois, revendo conceitos, o texto perdeu a razão de ser.

Sendo sincero, fui feliz sim! ;-)

"No hard feelings"