Há algum tempo tenho refletido sobre pessoas que eu conheci, e outras que eu simplesmente desconheci.
Inicialmente fiquei triste com a falta de personalidade das pessoas, e me perguntei: Como alguém pode viver como se tivesse sido produzido em massa?
Hoje, entendo que essa vida é motivo de piada. São sempre os mesmos assuntos, tendo conversado com um ser pré-moldado, já conversou com todos!
Acho incrível como determinadas pessoas não tem uma história de vida. Ninguém nunca sofreu ou teve desilusões, já nasceram felizes e bem sucedidos paridos pela “maravilhosa fábrica de chocolates”.
O que é mais cômico é que isso é contagioso, uma vez exposto a essa praga viral, os sem personalidade acabam esquecendo o seu passado e encobrindo os problemas cotidianos para continuarem no grupo pré-moldado. Vida imbecil e estéril!
Esse raciocínio me remete a Fernando Pessoa, como sempre perspicaz em seus textos:
Inicialmente fiquei triste com a falta de personalidade das pessoas, e me perguntei: Como alguém pode viver como se tivesse sido produzido em massa?
Hoje, entendo que essa vida é motivo de piada. São sempre os mesmos assuntos, tendo conversado com um ser pré-moldado, já conversou com todos!
Acho incrível como determinadas pessoas não tem uma história de vida. Ninguém nunca sofreu ou teve desilusões, já nasceram felizes e bem sucedidos paridos pela “maravilhosa fábrica de chocolates”.
O que é mais cômico é que isso é contagioso, uma vez exposto a essa praga viral, os sem personalidade acabam esquecendo o seu passado e encobrindo os problemas cotidianos para continuarem no grupo pré-moldado. Vida imbecil e estéril!
Esse raciocínio me remete a Fernando Pessoa, como sempre perspicaz em seus textos:
“...Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos!
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? ...”
Fernando Pessoa, por Paulo Autran.
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos!
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? ...”
Fernando Pessoa, por Paulo Autran.

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