sexta-feira, 22 de agosto de 2008

STF na vida de Severina.


Uma História Severina
Ficha técnica
Direção e Roteiro: Debora Diniz e Eliane Brum / Produção Executiva: Fabiana Paranhos / Realização: ImagensLivres [Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero] / Apoio: The Ford Foundation, International Women’s Health Coalition, Campaña por una Convención e Unifem.


Todos que vivenciam a cena jurídica tem uma noção do que é ter uma liminar cassada e os efeitos que tal cassação provoca na vida dos tutelados.

Faz parte da rotina do judiciário, advogados, defensores, promotores, juizes, desembargadores e ministros lidam com essa realidade diariamente. Entramos no campo da normalidade.

Ontem, recebi um link para o vídeo acima. Fui obrigado a refletir sobre o conceito de "normalidade" na utilização da norma fria, dos julgados, da interferência do judiciário na vida de quem desconhece os trâmites legais. Deprimente!

Este comovente vídeo mostra os dois lados da moeda. De um lado os "Guardiões da Carta Magna Brasileira" e de outro, uma pessoa simples que apenas buscou a tutela jurisdicional para interromper seu sofrimento.

Entendo que a divulgação deste trabalho é necessária para forçar a todos, não só aos membros do judiciário, mas a sociedade para um momento de reflexão. Enquanto se discute: Interpretação da norma, a utilização de doutrinas, divergências jurisprudências, costumes, a influência de dogmas religiosos... Pessoas sofrem.

Destaque para a argumentação de um dos membros do Supremo:
"Não me convence a circunstância de que o feto anencéfalo é um condenado à morte. Todos o somos. O sofrimento em si não é alguma coisa que degrade a dignidade humana."

Me faltam palavras para tecer comentários...


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