Após ter conversado com dois amigos na noite de ontem, em apartado, tendo eles posicionamentos divergentes sobre a mesma matéria, faço o seguinte questionamento:
É certo viver sob o raciocínio calculista do “eu” e destruir a ilusão projetada pelo “nós”?
Peço vistas dos autos para posterior posicionamento ante a complexidade dos fatos apresentados... (rs)
É certo viver sob o raciocínio calculista do “eu” e destruir a ilusão projetada pelo “nós”?
Peço vistas dos autos para posterior posicionamento ante a complexidade dos fatos apresentados... (rs)

4 comentários:
shiu.
"eu + você" é muito diferente de "nós".
responsabilidades não podem ser jogadas tão arbitrariamente nos ombros dos outros... é isso que acontece quando se quer o "nós" a qualquer custo.
este "nós" que tanto se procura hoje nada mais é do que o "eu²" e, convenhamos, ninguém é igual a ninguem.
sem projeções. só "eu + você".
Shiu2 ,
Fundamentação perfeita, algo de se esperar vindo de você.
Como falei, ainda não firmei convencimento quanto a matéria. Apenas estou levantando questionamentos iniciais.
É Possível que a teoria do “eu + você” tenha a seguinte interpretação: Enquanto os interesses do “eu” forem o mesmos de “você”, ter-se-á uma relação, do contrario o vínculo acabará.
Será que a existência do “nós” não traz um nivelamento entre as expectativas e problemas momentâneos que possivelmente seriam resolvidos no decorrer do tempo? A ilusão concede chances que a razão não fornece, não é? Por outro lado, dar chances é um jogo de risco, nem sempre se tem um “final feliz” (se é que ele existe).
Não estou certo de que o “Eu2“ conceda a possibilidade de investimento na outra parte. Esse raciocínio lógico pode ser uma mera conjugação de interesses, ambas as partes convencionando direitos e obrigações.
Transcrevo o texto de Martha Medeiros, que por sinal é muito oportuno para a discussão. Revista O Globo 31.08.2008:
“Um amor se vai e a gente grita da janela: próximo! Só que esse próximo vai te beijar de uma maneira diferente, vai ter um papo diferente, vai ter hábitos diferentes. Animador? Sei não.”
Assim, mediante os questionamentos existentes, ainda não estou apto a apresentar parecer sobre a matéria. ;-)
depois leia os comentários da kali no meu post "eu" x "nos".
Me diverti muito lendo a discussão e a grande verdade é que antes de definir o Eu2, eu + você, nós é preciso definir simplesmente EU. As pessoas na maior parte das vezes não sabem o que é o EU, de onde vem esse EU e para onde vai, tornando impossível adiocionar qualquer elemento a essa equação. Se o EU estiver definido (desejos, medos, ambições, fraquezas...) o outro EU, ou o nós, virá naturalmente...
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