segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Agora?! Eu quero a minha ilha!

E depois de batalhas quixotescas envolvendo dragões e feitiços de além mar é chegada a hora do chamamento à realidade: E a minha ilha?

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Cervantes / Portinari / Drummond

“Dizia-lhe entre outras cousas Dom Quixote que se dispusesse a acompanhá-lo de boa vontade, porque bem podia dar o acaso que do pé para a mão ganhasse alguma ilha, e o deixasse por governador dela”. (Cervantes, 1981, p.53)


Convite à glória (Poema C.D.A.)

- Juntos na poeira das encruzilhadas conquistaremos a glória.
- E de que me serve?

- Nossos nomes ressoarão
nos sinos de bronze da História.
- E de que me serve?

- Jamais alguém, nas cinco partidas do mundo,
será tão grande.
- E de que me serve?

- As mais inacessíveis princesas se curvarão
à nossa passagem.
- E de que me serve?

- Pelo teu valor e pelo teu fervor
terás uma ilha de ouro e esmeralda.
- Isto me serve.

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