quarta-feira, 11 de março de 2009

Carta à Sombra

Existes pra que?

Pensas? Desejas? Sonhas? Amas?

Constróis legado?

 

Que serventia tens nesta ampulheta viva que é a vida?

 

És realmente viva vampira de minh'alma?

Tens sangue nas veias?

 

Quem és afinal?

Por que  me escolhestes? Parasita infernal!

 

Alimenta-se dos meus prantos.

Veste-se com minhas roupas e sapatos.

Queres minha casa, família, carreira e amigos.

Vociferas minhas idéias como se suas fossem.

Amas meus amores.

Aspiras até meus desejos!

 

Ah! Mariposa chupista de almas. Que triste fardo carregas!

Viverás apenas enquanto luz existir.

Buscas a luminescência  da minha vida como se inerente fosse a tua existência.

 

Triste fico por ti, que és uma infeliz dependente do que sou.

Regozijo-me por ter luz própria, sombra não sou!


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