Com o tempo perdemos as amarras do raciocínio coletivo. Deixar de pensar conjuntamente torna tudo mais claro e ao mesmo tempo sem sentido. Notamos que alguns valores são conceitos caídos e outros que entendíamos como irrelevantes são os grandes valores da vida.
Neste momento nos perguntamos: Viver sem amarras, pra quê?
Alguns chegam a este momento, outros nunca. Não se trata de amadurecimento, mas de autoconhecimento. É impossível entender o seu próximo sem nos conhecermos. Por vezes, aliás, na grande maioria das vezes, o autoconhecimento traz uma importante conclusão: entender o mundo é a decisão mais irrelevante de todas!
Nada mais apropriado para estar escrito no oráculo de Delfos, templo de Apollo, do que os dizeres abaixo:
“Te advirto, sejas tu quem fores!
Oh! Tu que desejas sondar os arcanos da natureza,
que se não achas dentro de ti mesmo aquilo que buscas,
tão pouco poderás achar fora.
Se tu ignoras as excelências de tua própria casa,
como pretendes encontrar outras excelências?
Em ti está oculto o tesouro dos tesouros.
Oh! Homem! Conhece-te a ti mesmo
e conhecerás o universo e os Deuses...”

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