terça-feira, 16 de setembro de 2008

“Eu” x “Nós”: És feliz de que maneira?

Relatório:
Trata-se de discussão sobre relacionamentos sentimentais, o que leva as pessoas a formalizarem uma união. Foram discutidos no post “Questionamento: Eu x Nós”:


Eu; Nós; Projeções; Eu2; Necessidades; Carências; Interesses em comum; Objetividade; Subjetividade; Eu+Você.

É o relatório, passo a decidir:

Sendo a matéria tratada de foro íntimo, decido liminarmente por entender que a aplicabilidade da decisão não afetará a coletividade (rs).

Inicialmente, a teoria do “nós” resta prejudicada. A tese só teria sucesso se duas pessoas pensassem da mesma forma, cada ser humano é único na formação de seus conceitos. Admito ainda, não ter experiência fática para discorrer sobre tal matéria.

Resta firmar raciocínio sobre o “Eu” e “Eu + Você”. Se entendermos que o amor não é ilusório, que não se trata de uma mera projeção facultada por carências afetivas, ele só ocorrerá caso não exista uma relação de dependência, seja ela qual for.

O amor não é uma matéria objetiva, trata-se de subjetividade. Se imputarmos inúmeras cláusulas para recebermos a “outra pessoa” em nossas vidas entraremos na esfera objetiva.

Entendo que a objetividade nas relações sentimentais é derivada de frustrações íntimas, objetivos de vida que ainda não foram cumpridos ou insatisfações com relações anteriores, buscamos encontrar a solução para tais questões numa nova relação.

Quando o ser humano está "completo" entende verdadeiramente o “Eu” (estruturação matura cumulada com satisfação das aspirações e superação de frustrações). Desta maneira as cláusulas de aceitação da teoria objetiva tornam-se irrelevantes.


Assim temos:

Objetividade = interesses em comum (contrato de sociedade conjugal).

Subjetividade = investimento desinteressado no ser humano (sentimentos).

Penso que a verdadeira questão seja: És feliz de que maneira? Livre arbítrio, uns escolhem viver subjetivamente (“Eu” estruturado) já outros constroem seus objetivos (“Eu + Você” interesses em comum). É uma mera questão de escolha sendo o fim colimado a felicidade.

Como toda tese tem seus pontos fracos, não seria diferente com ambas. O "Eu" com toda a sua estrutura emocional e material firmada, absorve a outra parte sem que esta acrescente algo para a relação, a outra pessoa simplesmente existe com a finalidade de não causar danos a estrutura que já foi montada. No que tange a teoria do "Eu+Você" enquanto os interesses do "Eu" forem os mesmos de "Você" ter-se-á uma relação, do contrário ela acabará.

Por fim, hipoteticamente falando sobre o "nós", acredito que a tese só seria possível se os dois agentes pensassem da mesma forma, e como já foi mencionado, cada ser humano é único no que tange aos seus valores e objetivos. Admitindo por amor ao debate tal hipótese, os pensamentos das partes seriam regidos pela teoria subjetiva, a mesma fase de vida e estrutura do "Eu".

Caso a definição de "Nós" não seja uma simples conjectura, mas sim uma situação concreta, entendo que seria a teoria perfeita. Haveria a possibilidade de nivelamento entre as partes em suas expectativas e problemas momentâneos ,vez que ambas já alcançaram seus objetivos primordiais, restando apenas a criação de novos anseios em comum.

Como o "nós" é uma obra de ficção, ao menos pra mim (questão de foro íntimo), o que importa é como a pessoa é feliz, se objetivamente ou subjetivamente. Livre arbítrio.


P.R.I.

4 comentários:

Anônimo disse...

Pelo que li até agora vc ñ acha o "nós" uma estória fictícia. Escreveu bem sobre o tema o conceito ta dentro de vc. Creio que desistiu dele é diferente...
Ng é igual a ng vc ta certo, objetivos de vida podem ñ ser os mesmos. E se existir um objetivo em comum que é acreditar no "nós"?

O Ilusionista disse...

Bom, quanto a acreditar no "nós" é uma questão de fé. O mundo acredita num "Deus" que nunca viu.

Se a pessoa perde a fé, não existe nada concreto pra embasar a crença.

Se "Deus" aparecer, os descrentes não terão outra opção a não ser acreditar. E até mesmo aqueles que nunca acreditaram vão se entregar a crença.

Metaforicamente, é assim que penso.
São Tomé: Quero ver pra crer.(rs)

No mais, prefiro me posicionar objetivamente ou subjetivamente. Porém, posso rever conceitos mediante novas provas. (rs)
As que eu tenho são: "nunca vi, só ouço falar"

Anônimo disse...

Advogado,
Não respondeu minha pergunta, enrolou e não me respondeu: E se existir um objetivo em comum que é acreditar no "nós"?

O Ilusionista disse...

Sendo franco achei que tinha dado a resposta.
Acreditar no "nós" é bem diferente de sê-lo, é uma mera crença.

A pessoa pode ter o conceito do que seria a relação perfeita mas não conseguir aplicá-lo. Caso não existam afinidades entre as pessoas a ilusão é destruída com o tempo.

Porém, admito que já é um bom começo.

Para não existir dúvida da minha resposta. Não adianta acreditar, as pessoas tem que estar em sintonia para que o tal do "nós" aconteça. (expliquei a sintonia no post). Acho que agora fui claro (rs)

Não sou profissional da área, essa é apenas a minha visão.